sábado, 30 de julho de 2011

Hoje




Hoje, não quero poesias.
Amanhã, talvez!!
Não saberia o que fazer com elas.
Hoje só quero o céu...
Quero andar entre as nuvens
Repousar em braços ternos.
Hoje, quero passear entre afagos
Deitar meu corpo cansado
Secar meus olhos em tua boca muda
Penetrar no âmago do teu ser.
Hoje, não quero poesias...
Só hoje...Só hoje!!!
Porém, as palavras se juntam
Misturam-se em meus soluços
Elas me governam e formam versos.
Proseiam independentes de mim.
Hoje não queria poesias
Já disse, já disse...
Não queria palavras escritas
Queria a essência, queria o som.
Queria a voz branda em meus ouvidos.
Uma voz esquecida no tempo
Queria um sorriso rouco
Um aconchego louco.
Um olhar certeiro, lindooooo!
Só pra flutuar até o infinito
Indo de encontro a ti.
Hoje não queria rimas
Só queria climas.
Não queria, não queria.

Enfim...

Dilean de Bragança

Medo de te perder


No meu mundo
Frio, sombrio, melancólico.
Abraço-me e sinto meu ser oculto.
Sou meu ser, sou meu lado.
Sou meu consolo...
 As lágrimas me afogam nas lembranças...
Saudades, óh Saudade...      Que tortura!
Doces lembranças de momentos inexistentes
Sinto meu coração apertar,
Sangrando vaga em dores meu espírito...
Não consigo me libertar dessas algemas angustiantes          
Que consome a minha alma impiedosamente
Destruindo-me a cada instante...
Despencada no abismo da tristeza,
Se foram todas as esperanças...
Todos os sonhos surreais.
Minhas fantasias mais perdidas,
 Meus sentimentos mais banais...
e eu me arrasto para os teus braços ... Mas onde estas? .. - Perdido em meus sonhos...
Minha realidade, minha existência ...
Sou feliz por te ter?
òh sonho, pesadelo ao acordar ...
Procuro-te e não te vejo...
Onde posso te encontrar?
Que angustia, solidão.
Que saudades de você
Se eu nunca te encontrei... Como posso te perder?  

Janekelly Trindade

Hoje...




Hoje, não quero poesias.
Amanhã, talvez!!
Não saberia o que fazer com elas.
Hoje só quero o céu...
Quero andar entre as nuvens
Repousar em braços ternos.
Hoje, quero passear entre afagos
Deitar meu corpo cansado
Secar meus olhos em tua boca muda
Penetrar no âmago do teu ser.
Hoje, não quero poesias...
Só hoje...Só hoje!!!
Porém, as palavras se juntam
Misturam-se em meus soluços
Elas me governam e formam versos.
Proseiam independentes de mim.
Hoje não queria poesias
Já disse, já disse...
Não queria palavras escritas
Queria a essência, queria o som.
Queria a voz branda em meus ouvidos.
Uma voz esquecida no tempo
Queria um sorriso rouco
Um aconchego louco.
Um olhar certeiro, lindooooo!
Só pra flutuar até o infinito
Indo de encontro a ti.
Hoje não queria rimas
Só queria climas.
Não queria, não queria.

Enfim...
Dilean de Bragança

Descrição dos sentimentos.



Escrevo,
e chego a recitar poesias,
mas pra quem ouvir?
Discursos de amor sem demagogias,
é pra fazer-me rir.
É pura fantasia,
é o êxtase do momento,
nesse mudo silêncio que me cerca de incertezas,
que arranca de mim a pureza e me derruba ao chão.
Revela-me o caos, me mostra o mais sujo e imperfeito abismo.
Ah, quanta solidão!
Essa é a descrição dos meus sentimentos,
que no momento é de tormentos,
que me leva ao lamento,
ou a loucura escura,
e profunda do meu coração.

Autora: Darlene Glória Sousa santos(Soustandark)

Ninguém me entende


Calada, na minha mente o grito angustiante do silencio ...
que invade meu ser, que me perde e me completa,
vivo em mundo, rodeada de pessoas... vivo só..
vivo presa, vivo livre..
meu mundo ... já que ninguem me entende seria uma perda de tempo as pessoas para mim,
talvez se eu me expressasse encontraria alguem que podesse me entende.. IMPOSSIVEL
... mas tudo é possivel...
Não sei se amo, ou se odeio
quero uma coisa, depois ja não quero
costumo chorar e sorrir ao mesmo tempo..
O QUE EU TENHO? O QUE EU QUERO? ;'(
QUEM  SOU?
.... minha unica certeza é que ninguem me entende ... nem se esforçam para me entender ;(
...
Já que ninguem se importa, o jeito é viver assim
já que me acham estranha, criei um mundo só pra mim
...

sexta-feira, 17 de junho de 2011

Inconstância




Não sei o que acontece comigo, derrepente bipolaridade em meus sentimentos. Amo hoje, amanha não mais. Sei o que eu quero agora, e o futuro a Deus pertence.
Pode ser coisa da idade ou tanto faz. Mas acho que de tanto detestar monotonia fique assim. Não consigo amar alguém, sem machucá-la por minhas inúmeras confusões, mas a verdade é que não é culpa minha se tenho um coração nômade que deseja estar em tantos lugares ao mesmo tempo. Não sei se um dia eu vou descobrir a cura, de tamanha complexidade e inconstância. Já os maiores atingidos me perdoem desde já.

...




Eu escrevo porque...


Tudo que existe dentro de mim: pensamentos, vontades e sentimentos – talvez seja demais para as outras pessoas. Escrevo nos momentos mais frustrados, nos momentos de maior inspiração – escrevo porque preciso. Escrevo porque escrever é minha terapia.

Talvez seja covardia, escrever o que sinto em vez de demonstrar, escrever o que penso em vez de falar. Ou talvez, seja respeito. – Respeitar o que as outras pessoas pensam, e em vez de contrariar – apenas saber que elas estão erradas, e então, escrever.

Escrever para existir um lugar com tudo que há dentro de mim. Escrever para me lembrar de tudo que passei, senti e superei. Escrever para que um dia, talvez, alguém leia e se lembre que aqui existiu uma pessoa que possuía ânsia de viver.

Escrever, escrever, escrever... Sobre o tombo que levei, sobre o banho de chuva que tomei, sobre o beijo que não dei. – Escrever tudo aquilo que está preso dentro de um órgão frágil e tolo – o coração. – Escrever tudo aquilo que está preso dentro de um lugar obscuro e misterioso – a mente.

Meus maiores segredos, medos, fraquezas – eu escrevi. Talvez não tenha mostrado a ninguém, mas escrevi. – Meu maior sonho, meu maior amor, minha maior dor e minha pior vontade – eu escrevi. Talvez não tenha mostrado a ninguém, mas escrevi.

Como um pintor que coloca seus sentimentos em uma tela, como um compositor que coloca sua vida em uma música – um escritor coloca tudo isso em um papel. Com rimas, estrofes, parágrafos, reticências, sem nada – apenas letras, apenas palavras.

Palavras jogadas fora, queimadas após terem lido, palavras guardadas, na caixa escondida em cima de meu guarda-roupa onde estão minhas lembranças e todas as minhas letras. – Eu posso me lembrar com cada detalhe de cada verso o que passei. E você pode sentir.

Eu escrevo porque um dia todos meus pensamentos poderão fazer pessoas mais felizes, poderão acalmar pessoas que sentirão o mesmo que eu sinto hoje, e talvez, mudarão algumas pessoas – mesmo que isso seja sonhar muito alto. Porque eu escrevo quando me sinto nas nuvens ou quando estou caindo em um calabouço sem fim. Eu escrevo para encontrar minhas maiores fantasias em simples palavras.
Gabriella Beth Invitti